A Videira e o Frio

O frio que congela, vento que não dá trégua,
O mesmo vento que desarruma seus cabelos
Este frio que açoita é o mesmo frio,
Que na videira faz surgir os primeiros brotos,
Brotos que darão uvas suculentas, apetitosas,
Delas virão o vinho que suavemente
seus lábios irão tocar e sorver
deixando-te entorpecida.
E eu distante com desejo e prazer,
Não me contendo esmago a uva em meus dentes.

Ivan
Poemeus Verteus ®
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